1. PURVABHADRAPADA UTTARABHADRAPADA REVATI LUA EM PEIXES
# PURVABHADRAPADA UTTARABHADRAPADA REVATI LUA EM PEIXES
'O Senhor está em todos os seres e o universo inteiro é Ele' - Brhat Parasara Hora Sastra Todas as técnicas de meditação, práticas e procedimentos descritos ou recomendados neste livro são adequadas para a prática somente sob a direta supervisão de um instrutor treinado e ordenado por Paramahamsa Nithyananda. Além disso, você deverá consultar seu médico pessoal para determinar se essas técnicas, práticas e esses procedimentos são adequados para você com relação a sua própria saúde, condição física e habilidades. Esta publicação não tem a intenção de substituir cuidados, exames, diagnósticos e tratamentos médicos pessoais. Qualquer pessoa que se empenhe em alguma das técnicas, práticas ou procedimentos descritos ou recomendados neste livro, estará fazendo por sua conta e risco, a menos que tenha recebido recomendação direta de seu próprio médico e de um instrutor treinado e ordenado por Paramahamsa Nithyananda. Copyright© 2011 – 'Ano de compartilhar a Iluminação'
Edições impressas:
Primeira edição: dezembro de 2009
Segunda edição: Setembro de 2011
Edição em e-Book:
Primeira edição: Setembro de 2011 Ebook ISBN: 979-8-88572-841-6
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Verdade Universal
Se você olhar profundamente, se você olhar além da vida mundana, além do dia-a-dia que nós vivemos... se você contemplar o céu a noite... você verá que o mais íntimo e completo relacionamento que o homem possui é o relacionamento com o Universo. Na verdade, é o relacionamento supremo do homem: ele nasce, vive e funde-se de volta nele. Nada acontece fora dele, mesmo a iluminação acontece nele. Assim como uma criança cresce no ventre da sua mãe, o homem evolui no ventre cósmico. Ele é o microcosmo de um tremendo macrocosmo cósmico. Portanto, todos os componentes do homem, do mais grosseiro ao mais sutil, vêm do Universo: seu corpo, sua mente, sua energia e sua própria consciência são elementos do cosmos. O universo e o homem são indivisíveis. O que quer que aconteça no universo ressoa na consciência humana e o que quer que aconteça na consciência humana ressoa no universo. Ambos são consciências únicas.
A Grande astronomia védica
O homem sempre foi profundamente fascinado pelo Cosmos desde o início dos tempos. Culturas mais antigas trabalharam no entendimento do fenômeno que acontece no céu, eles observaram-no, a fim de entender que papel o céu tinha em suas vidas. A partir dessas tentativas, a ciência da astronomia nasceu.
Nesse campo, a antiga contribuição Védica é bem conhecida. As mais antigas referências à astronomia são encontradas no Rig Veda, que data 2000 a.C. Por volta de 500 a.C., Aryabhata, um grande astrônomo, apresentou um sistema que mostrou que a Terra gira em seu próprio eixo e considerou o movimento dos planetas em relação ao Sol. Ele também descobriu como os eclipses lunares e solares ocorriam e foi o mais antigo a descobrir que a órbita dos planetas ao redor do sol são eclipses, exatamente como Copérnico e Galileu concluíram milhares de anos depois. Ele até mesmo determinou o diâmetro da terra como sendo 5.000 yojanas,
aproximadamente 36.000 km, o que está muito próximo do dado atual.
Estas tradições relacionaram estes objetos e seus movimentos com eventos naturais como chuva, estiagem, estações e marés; eles as relataram como ocorrências auspiciosas ou inauspiciosas no planeta Terra. Jyotisa, a ciência da astrologia Védica, nasceu das observações e percepções com base nestes fenômenos astronômicos. Os primeiros astrônomos foram na verdade Rishis e sábios que compreenderam que o céu era um acontecimento divino; eles identificaram objetos celestiais com energias e Deuses e conectaram astronomia e astrologia.

Jyotisa simplificado
A Astrologia se manifestou na visão interna dos antigos sábios e Rishis da Índia. Esses iogues e seres iluminados estavam aptos a ver além do reino dos nomes e das formas. Eles podiam sentir e expressar a sutil realidade que existe por trás do fenômeno cósmico. Dessa forma, percebiam os poderes primitivos da inteligência cósmica nos planetas e estrelas (o macrocosmo) e veneravam os poderes cósmicos dentro de si mesmos (o microcosmo) como poderes de seu ser.
Concentrando-se intensamente no Sol e outros planetas, eles entenderam o movimento da força vital em seus corpos; e pela meditação na força vital, eles também vieram a entender o movimento do Sol e planetas no céu. Através desta técnica chamada samyama, eles podiam decifrar os segredos do Universo. Eles trouxeram seu entendimento para dentro de um sistema da ciência Védica, o qual se tornou conhecido como Jyotisa: a ciência da luz. Parasara foi um desses sábios. Ele é conhecido por ser o pai da Jyotisa. Ele escreveu a composição literária Brhat Parasara Hora Sastra, no qual sistematicamente se explica a teoria da astrologia de previ-

sões. De acordo com a história, ele é o neto de Vasista e também pai do Veda Vyasa, que escreveu o épico Mahabharata. A profundidade do seu conhecimento astrológico era tão grande que uma noite enquanto cruzava o rio num bote, ele casualmente olhou para suas estrelas favoritas no céu e de repente percebeu que era um momento excepcionalmente afortunado. Ele concluiu que se uma criança fosse concebida naquele momento, ela seria uma expert nas escrituras. Então ele contou isso para a senhora que remava o bote e pediu que ela se casasse com ele. Ela concordou e o filho que nasceu desta união espiritual foi Veda Vyasa!
Pela observação do movimento dos corpos celestiais através do tempo e espaço, a ciência da Astrologia Védica pode ser aplicada a cada encarnação humana para encorajar a alma a desenvolver seu mais completo potencial.
Nas próprias palavras de Paramahamsa Nithyananda:
'No momento em que a consciência entra no corpo, na hora do nascimento, o nível de energia do cosmos é impresso na consciência. Seu espaço interior ganha a impressão do nível de energia cósmica e da posição dos nove maiores centros de energia do sistema solar.
Os planetas astrológicos não são somente astronômicos, eles são energias. Uma energia particular de puxa e empurra existe entre eles. As diferentes posições de energia claramente decidem o nível de energia cósmica durante o nascimento. Com base nisto, Jyotisa estará apto a prever o curso da vida. Entenda, não prevê os incidentes exatos, porque você tem liberdade. Você tem liberdade de decidir se você senta aqui ou não; lê isso ou não.
O curso maior da vida – se você irá se iluminar ou não – pode ser previsto. Princípios podem ser previstos, não políticas! Ter uma ideia sobre seu horóscopo lhe dará inteligência e aceitação para suportar coisas inevitáveis. De acordo com o que eu acredito, um buscador deve ter um conhecimento básico sobre seu horóscopo'.
Jyotisa e o Viver a Iluminação
Jyotisa pode lhe ajudar a ler seu destino. Mas o que é, na verdade, destino?
Há 2 tipos de destinos:
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O primeiro destino é definido pelo dicionário como: destino vivido dentro dos limites do ego, com suas próprias expectativas, esperanças, desejos, sucessos e fracassos. Ele está constantemente mudando. Porque ele evolui sob as leis da mente, é mecânico, acidental e incidental. Esse 'destino' é vivido na dimensão da mente, portanto não tem existência na realidade em si. Não é nada mais que uma reprodução do passado no presente, o que restringe o futuro de uma maneira mecânica.
O outro destino é existencial e supremo; é o florescer da consciência para a iluminação. Entenda: a única coisa predestinada no plano da vida é que aquele homem é destinado a evoluir para a iluminação. O resto é apenas acidental, acontece por nenhuma outra razão a não ser ensinar e moldar o ser em direção à busca pela iluminação. Viver a iluminação não é nada mais que fazer escolhas conscientes, livre do 'pra lá e pra cá' inconsciente dos samskaras.
Quanto mais longe você perambular do seu centro, mais você irá se perder na sua periferia, e mais você será sujeitado a incidentes e acidentes. Enquanto que, se você vive a iluminação, você está centrado, você está dentro de seus limites, você está atento. Você se torna predestinado, porque sua predestinação é alcançar a iluminação; seu destino é se tornar mais e mais atento. Então, você se torna um agente do seu destino, e se move além das influências dos grahas. É assim que você expira o seu karma.
Para que isso aconteça, um simples entendimento das forças que trabalham em você pode ajudar a clareza a se manifestar na sua rotina diária. Em adição a isto, você pode seguir alguns procedimentos para manter seu corpo saudável com a ciência da Ayurveda e aumentar seu nível de energia com yoga, uso de pedras, sementes de rudraksha, cantos de mantras e um conhecimento básico das suas tendências psicológicas alinhadas com a antiga sabedoria védica expressada por grandes mestres iluminados.
Todos esses remédios trarão lucidez sobre a sua configuração mental e o auxiliarão a, eventualmente, derrubar seus condicionamentos, desapegando sua mente e emoções e nutrindo sua inteligência e energia para Viver a Iluminação.

Entendendo Grahas e Nakshatras
Grahas são centros de energia, campos de energia que os planetas manifestam no universo. Cada um dos nove principais grahas na astrologia Védica tem um campo de energia específica que cria efeitos específicos no nosso planeta Terra. Por exemplo, a lua tem um forte impacto no mar e no crescimento das plantas; influencia até mesmo a mente dos seres humanos. Do mesmo jeito, os maiores centros de energia produzem um efeito na vida dos seres humanos e influencia seus potenciais no nascimento, suas configurações mentais e por essa razão o curso do seu destino. Em Jyotisa, os grahas são geralmente referidos como os agentes do karma para o qual a alma nasceu. A personalidade e vida humana têm contrapartes na estrutura da fisiologia cósmica, representada pelos grahas e nakshatras.
Há nove grahas (nove influências ou 'planetas´) no nosso sistema solar: o Sol (Surya), a Lua (Candra), Marte (Mangala), Mercúrio (Budha), Júpiter (Guru), Vênus (Sukra), Saturno (Sani) e dois nódulos chamados Rahu (nódulo lunar ascendente) e Ketu (nódulo lunar descendente). Eles representam arquétipos. Surya, por exemplo, representa consciência; Candra representa a mente cósmica; Budha representa o intelecto cósmico, etc.
A maioria dos calendários do mundo foram calculados pelos movimentos do Sol e da Lua (mensurando os dias, meses e anos) e foram de grande importância para a agricultura, porque a colheita depende do plantio na época certa do ano. Mas a tradição védica usa um sistema de 27 nakshatras para calcular os meses. O nakshatra é a constelação na qual a lua está no céu em determinado período. Em cada mês, a lua cheia está em uma determinada constelação, e terá o nome deste nakshatra.
Cada nakshatra cai sob a regra de um, às vezes dois grahas. Para cada graha é designado três nakshatras. Por exemplo, se a criança nasceu quando a lua estava em Asvini Nakshatra, sua estrela de nascimento será Asvini e seu signo será Áries (chamado mesa em Sânscrito), regido pelo planeta Marte (Mangala). Bharani e Krittika, os dois próximos nakshatras, também caem sob o domínio do signo de Áries. Todos os três, portanto, terão características parecidas e influenciarão a mente e a consciência das crianças no momento do nascimento, moldando seus destinos.
Se Júpiter é o seu Planeta

''Eu venero Júpiter, o professor dos Deuses e videntes, que tem o esplendor do ouro, dotado com sabedoria, o regente dos três mundos'
- Veda Vyasa
Dinâmica: Como nós nos expandimos em todos os níveis sem expectativas
Palavras-chave: Sabedoria, conhecimento, justiça, aprendizado, bondade, otimismo, expansão da boa fortuna, retidão, prosperidade Signos: Peixes, Sagitário Cor: Amarelo Gênero: Masculino Chakra: Visuddhi, Anahata Temperamento: Sattva (puro) Deidade governante: Guru, Brhaspati
Júpiter nas escrituras védicas
Um rei teve sete filhos. Um dia, sadhus (mendicantes sagrados) vieram pedindo por donativos, mas as esposas desses filhos mandaram

eles embora de mãos vazias. Júpiter se enfureceu com elas, e como resultado, a prosperidade do reino reduziu.
A esposa mais jovem visitou um sábio para pedir uma solução para o problema. O sábio a aconselhou a jejuar nas quintas-feiras e dar esmolas às pessoas espirituais.
O mestre também sugeriu que quando qualquer um dos maridos fosse a um país estrangeiro, a esposa deveria criar duas figuras humanas e colocá- -las atrás de sua porta, o que asseguraria o retorno a salvo de seu marido.
A esposa mais jovem fez então, assim que seu marido viajou para um país estrangeiro.
Os outros seis filhos também foram viajar a um país vizinho. A esposa mais jovem fez o ritual, como instruído pelo sábio. O filho mais jovem foi a um país onde o rei morreu. O rei não tinha filhos. A fim de encontrar um sucessor apropriado, uma coroa de flores foi colocada nas presas de uma elefanta e quem quer que fosse coroado pela elefanta seria o rei. A elefanta colocou a coroa de flores no pescoço do filho mais jovem. Ele se tornou rei.
A disciplina da esposa mais jovem trouxe prosperidade ao reino. As outras seis esposas também se arrependeram e começaram a fazer Vara Puja (adoração a Júpiter às quintas-feiras) para Júpiter abençoar suas famílias assim como o reino.
Tendências de Júpiter em Peixes
'Júpiter tem um corpo grande, cabelos e olhos castanho-claros, é kapha, inteligente e versado nos Sastras.'
- Brhat Parasara Hora Satra.
Símbolo: O peixe Elemento: Água Planeta regente: Júpiter/Guru Constituição védica: Kapha (água) Pedra curativa: Citrino
Peixes é um dos signos mais auspiciosos. Ele traz grande satisfação ao nascido sob sua influência, especialmente durante a última parte de sua vida. O peixe simboliza fertilidade, prosperidade e regeneração. Quando a criação começou, Vishnu, que sustenta a vida, apareceu na forma de um peixe. Essa manifestação dele é conhecida como Matsya-avatar, o peixe avatar. O objetivo primário da encarnação como peixe de Vishnu é salvar a vida e regenerar a semente preservada aí. Do mesmo modo, Peixes no último signo do zodíaco védico, é o signo onde forças se dissolvem e trazem nascimento de forma nova.
Os nativos de Peixes são emocionais e empáticos; eles podem às vezes perder a consciência da sua forma. Eles geralmente parecem como se não pertencessem a essa vida. Expansivos e inteligentes, eles são entusiásticos, mas nem sempre são sábios. Seu entusiasmo pode ser um pouco cego. Eles podem ser muito facilmente influenciados e impressionados.
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Sua fraqueza está na sua dependência dos outros e seu apego em vícios e em sonhar acordado. Porque eles tendem a ter sonhos de aspirações irrealizáveis, eles precisam ter mais discernimento.
Eles podem necessitar de limites e perder a clareza e praticabilidade. Eles realmente não têm uma personalidade como conhecemos e tomam a forma das pessoas ao redor. O nativo pode se esforçar para manter os outros consigo e pode entregar-se a auto-piedade quando não recebe afeição.
Quando abertos, eles podem absorver e irradiar completamente o ambiente no qual eles vivem. Eles são devotos naturais com atração pela música.
Esses nativos precisam ser especialmente cuidadosos com seus nervos e sistema digestivo.